Alguém rouba,
você critica essa pessoa,
e acaba saindo como uma pessoa má.
E assim se vai aos poucos minha fé na humanidade.
Alguém rouba,
você critica essa pessoa,
e acaba saindo como uma pessoa má.
E assim se vai aos poucos minha fé na humanidade.
A paz apenas faz do agressor mais agressivo
Ele entende apenas uma linguagem – ação!
E ele respeita apenas uma palavra – força!
Nenhum sinal de que ele pare, sem tempo de voltar ao canal de notícias.
“Nós precisamos de toda ajuda que conseguirmos, ataques aéreos e invasões!
Retaliar, eu disse!”
O desejo de um homem bom não pode contrariar o terrível estrago da guerra.
Cresci como um garoto emotivo e com uma criaação um tanto quanto severa, o que é irônico pelo fato de eu ter sido a maior parte da minha vida um filho único. Principalmente esse tipo de criação influênciou um comportamento meu que me seguiu até a minha adolescência.
O orgulho em ser fraco e sensível. O prazer em receber os olhares de pena dos outros. Sentir que em uma situação você foi prejudicado, e por consequência receber mais crédito. Isso só aumentava cada vez mais que minha mãe me falava: “Pare de se fazer de vítima”.
Eu não sei analisar a causa desse comportamento, mas o que posso concluir é que é a forma de defesa mais eficaz dos fracos. Tirar a força do seu “oponente” através da piedade que ele sente por você.
Existem duas formas de se utilizar desse artifício: uma delas seria pela falsidade, o que pode ser um tiro pela culatra caso a pessoa perceba sua intenção, e a outra forma seria a sincera. Acredito que uma pessoa apela para esse tipo de comportamento natual quando enfrenta problemas consigo mesmo, com a sua auto estima, com a sua auto confiança. É mais ou menos assim: para usar a arma dos fracos, você precisa ser um fraco.
Essa é uma arma que não disponho mais. Mêses de terapia me tiraram isso a medida que eu me tornava orgulhoso, auto confiante e determinado. Confesso que muitas vezes gostaria de poder fazer tudo isso denovo. Isso acontece quando você se sente covardemente atacado por esse tipo de arma, a sua vontade é contra-atacar, mas atualmente não disponho mais dos talentos para isso. Falo alto e firme, faço cara de mau, me imponho e defendo o que penso. Definitamente esse não é o perfil de um “se fazedor de vítima”.
É como no mundo animal: algum se fingem de morto para atacarem.

Esta notícia está um pouco atrasada! Na última sexta-feita (02/10) a cidade do Rio de Janeiro foi escolhida como a sede para os Jogos Olímpicos de 2016. Depois de algumas tentativas, é a primeira vez que uma cidade sul-americana sediará os jogos em mais de 100 anos de sua existência.
Enquanto eu mostrava discretamente para as pessoas o meu contento com essa conquista, já fui compelido a entrar nas famigeradas discussões sobre o tema. Então vou apresentar minhas considerações.
- Muito se fala sobre o super faturamento sobre as obras para os jogos. Normal. Se não for para as olimpíadas será para o pan-americano, para a copa do mundo ou em forma de impostos abusivos ou desvio de verbas para saúde ou educação. A culpa não é dos jogos, é das pessoas que escolhemos para nos governar e nossa condescendência com tudo isso. Não devemos culpas um evento para celebrar a união entre os países através do esporte.
- A Olimpíada É SIM uma forma de mostrar o poder econômico de uma nação, principalmente uma em ascensão como o Brasil. A partir desse momento, o Brasil se coloca ao lado de outras grandes potências mundiais. O COI não cederia os jogos para qualquer país, isso significa que algo de bom o Rio já conquistou, nem que seja a confiança do mundo.
- Será deixado um legado para o esporte do país, por menor que seja. Novos estádios e programas nas escolas já são algo positivo. Temos 7 anos até os jogos, e com certeza algo será feito para apagar as participação vergonhosas que tivemos em jogos passados, se levarmos em consideração o tamanho de nosso país e todas condições naturais para a prática dos esportes.
- Mostraremos para o mundo que não somos apenas um povo sem cultura e que podemos organizar um evento de tamanho porte. Se o problema é segurança, bem, fama por fama, Chicago está bem a frente do Rio.
- É uma grande tolice dizer que as Olimpíadas são apenas disputa por medalhas através do esporte. É muito mais que isso. Ela tem impacto histórico, muitas vezes correndo em paralelo com a história da humanidade, como nas Olimpíadas de 1939 em Berlim, quando em um grito de liberdade o atleta negro Jesse Owens conquistou 4 medalhas de ouro e desafiou Hitler em seu próprio país.
- As Olimpíadas, assim como todo esporte, simboliza a natureza humana: pular mais alto, bater mais forte, correr mais rápido, vencer e ser o melhor.
Você ainda ouvirá muito dizerem por aí: “Antes de fazer Olimpíadas, deveríamos dar comida para o povo que está passando fome”, mas é como diz a letra dos Titãs:
“A gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e arte!”
Basta acessar qualquer veículo de comunicação ou até mesmo andar pelas ruas para perceber que o nosso mundo tem cada vez menos donos. Isso quer dizer que exitem cada vez menos pessoas controlando o número cada vez maior de pessoas à mercê da sociedade. Enxergando tudo isso como uma situação adversa, é natural que busquemos os culpados por tudo isso, e no fim das contas que é o eleito? Na maioria das vezes concluímos da seguinte forma: todos temos uma parcela de culpa, porém não somos os grandes culpados. Ou seja, temos a menor parcela de culpa na história. E para muitas pessoas, isso se torna fácil de resolver.
Confesso que não tenho o dom para a caridade. Confesso também não me sentir culpado por isso. Os sintomas de uma sociedade torta são muitos, assim como suas consequencias. Atacar a fome do faminto ou o frio do sem-teto para mim é como tentar limpar carvão. Talvez mais que isso, talvez seja tapar o sol com a peneira, ou ainda mais, uma forma simplista de aliviar a própria culpa.
Exitem vários tipos de caridade, uma delas é o apoio aos desamparados em datas comemorativas. É muito comum vermos as pessoas usando frases como “É muito importante trazer um pouco de alegria para essa gente tão sofrida”. Bem, é uma forma de enxergar a realidade. No meu ponto de vista, um pouco errado. Confortar durante 7 dias entre 365 funciona como as medidas que o governo toma para animar a população em tempos difíceis, ao mesmo tempo em que faz os ajudados esquecerem que estão sem futuro. Considerar que a caridade pode te ajudar a ir para o céu pode funcionar como um tiro no pé. É sim uma morfina para a alma. Algo capaz de aliviar a dor da culpa em troca de um punhado de tempo e dinhero.
Posso estar seguindo por uma linha de raciocínio errada. Talvez dar para os pobres realmente seja um empréstimo para Deus, mas para mim parece mais lógico esinar a pescar do que dar o peixe (agora sabemos que ditos populares não servem para nada, já que existe um para cada necessidade). Pode parecer cruel, mas as pessoas que precisam de caridade, talvez já estejam condenadas, então porque não gastar nossas energias trabalhando para que suas próximas gerações não precisem de nossa caridade?
Talvez seja esse meu papel: escrever textos como esse para que algumas pessoas possam refletir e trabalhar no nosso futuro, enquanto outras trabalham como a morfina, aliviando a dor enquanto o paciente espera para morrer.
Um assaltante com uma granada invadiu uma farmácia no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, e fez uma mulher de refém durante a última sexta-feira (25/09). Veja abaixo a ação da polícia:
Sou contra a pena de morte, mas quando o assunto é sequestro ou estupro a história começa a ficar diferente. Nesses momentos minha emoção fala mais alto que minha razão.
Ação perfeita da polícia! Sem avarias para a sociedade, as vítimas saíram ilesas, e o criminoso será devorado pelos vermes, como tudo deve ser. Mais um desgraçado que vai ser currado pelo pau do demônio. Covardes como esse merecem mesmo chegar ao inferno com um pedaço de chumbo enterrado no crânio.
Seríamos um país bem melhor se tivéssemos outros Coronéis Fernando Príncipe Martins. Parabéns pela ação! Para a repórter: não vi tragédia alguma…
Caveira Capitão!