E assim se vai minha fé na humanidade #1

25/10/2009 por Paulo Beck

Alguém rouba,

você critica essa pessoa,

e acaba saindo como uma pessoa má.

E assim se vai aos poucos minha fé na humanidade.

Chantagear o universo

16/10/2009 por Paulo Beck

A paz apenas faz do agressor mais agressivo
Ele entende apenas uma linguagem – ação!
E ele respeita apenas uma palavra – força!
Nenhum sinal de que ele pare, sem tempo de voltar ao canal de notícias.
“Nós precisamos de toda ajuda que conseguirmos, ataques aéreos e invasões!
Retaliar, eu disse!”

O desejo de um homem bom não pode contrariar o terrível estrago da guerra.

O “se fazedor de vítima”

15/10/2009 por Paulo Beck

vitimaCresci como um garoto emotivo e com uma criaação um tanto quanto severa, o que é irônico pelo fato de eu ter sido a maior parte da minha vida um filho único. Principalmente esse tipo de criação influênciou um comportamento meu que me seguiu até a minha adolescência.

O orgulho em ser fraco e sensível. O prazer em receber os olhares de pena dos outros. Sentir que em uma situação você foi prejudicado, e por consequência receber mais crédito. Isso só aumentava cada vez mais que minha mãe me falava: “Pare de se fazer de vítima”.

Eu não sei analisar a causa desse comportamento, mas o que posso concluir é que é a forma de defesa mais eficaz dos fracos. Tirar a força do seu “oponente” através da piedade que ele sente por você.

Existem duas formas de se utilizar desse artifício: uma delas seria pela falsidade, o que pode ser um tiro pela culatra caso a pessoa perceba sua intenção, e a outra forma seria a sincera. Acredito que uma pessoa apela para esse tipo de comportamento natual quando enfrenta problemas consigo mesmo, com a sua auto estima, com a sua auto confiança. É mais ou menos assim: para usar a arma dos fracos, você precisa ser um fraco.

Essa é uma arma que não disponho mais. Mêses de terapia me tiraram isso a medida que eu me tornava orgulhoso, auto confiante e determinado. Confesso que muitas vezes gostaria de poder fazer tudo isso denovo. Isso acontece quando você se sente covardemente atacado por esse tipo de arma, a sua vontade é contra-atacar,  mas atualmente não disponho mais dos talentos para isso. Falo alto e firme, faço cara de mau, me imponho e defendo o que penso. Definitamente esse não é o perfil de um “se fazedor de vítima”.

É como no mundo animal: algum se fingem de morto para atacarem.

As Melhores Performances de Sempre #4

15/10/2009 por Paulo Beck

Hoje é quinta-feira, eu estou cansado mas estou aqui heroicamente para tentar cumprir o combinado!

Anteontem eu fui para São Paulo para comprar ingressos para o dia 07 de Novembro, dia em que se apresentará o Faith No More! Eu espero eles há quase 9 anos, e mal posso esperar para ver Mike Patton em ação! Um vocalista antagônico que impressiona por sua versatilidade, alcance vocal e performance emotiva e insana. E ele é o destaque desse vídeo, que aconteceu em Phoenix, nos Estados Unidos, em 1997, pouco tempo antes de a banda se separar.

“Just a Man” é talvez a performance mais emotiva que já vi na minha vida, além de ter marcado uma época bem complicada da minha vida. A qualidade não é das melhores mas espero que sintam um pouco do que eu senti ao ver esse vídeo pela primeira vez.

Rio 2016, quem paga a conta é você! E daí?!

08/10/2009 por Paulo Beck

Rio 2016

Esta notícia está um pouco atrasada! Na última sexta-feita (02/10) a cidade do Rio de Janeiro foi escolhida como a sede para os Jogos Olímpicos de 2016. Depois de algumas tentativas, é a primeira vez que uma cidade sul-americana sediará os jogos em mais de 100 anos de sua existência.

Enquanto eu mostrava discretamente para as pessoas o meu contento com essa conquista, já fui compelido a entrar nas famigeradas discussões sobre o tema. Então vou apresentar minhas considerações.

- Muito se fala sobre o super faturamento sobre as obras para os jogos. Normal. Se não for para as olimpíadas será para o pan-americano, para a copa do mundo ou em forma de impostos abusivos ou desvio de verbas para saúde ou educação. A culpa não é dos jogos, é das pessoas que escolhemos para nos governar e nossa condescendência com tudo isso. Não devemos culpas um evento para celebrar a união entre os países através do esporte.

- A Olimpíada É SIM uma forma de mostrar o poder econômico de uma nação, principalmente uma em ascensão como o Brasil. A partir desse momento, o Brasil se coloca ao lado de outras grandes potências mundiais. O COI não cederia os jogos para qualquer país, isso significa que algo de bom o Rio já conquistou, nem que seja a confiança do mundo.

- Será deixado um legado para o esporte do país, por menor que seja. Novos estádios e programas nas escolas já são algo positivo. Temos 7 anos até os jogos, e com certeza algo será feito para apagar as participação vergonhosas que tivemos em jogos passados, se levarmos em consideração o tamanho de nosso país e todas condições naturais para a prática dos esportes.

- Mostraremos para o mundo que não somos apenas um povo sem cultura e que podemos organizar um evento de tamanho porte. Se o problema é segurança, bem, fama por fama, Chicago está bem a frente do Rio.

- É uma grande tolice dizer que as Olimpíadas são apenas disputa por medalhas através do esporte. É muito mais que isso. Ela tem impacto histórico, muitas vezes correndo em paralelo com a história da humanidade, como nas Olimpíadas de 1939 em Berlim, quando em um grito de liberdade o atleta negro Jesse Owens conquistou 4 medalhas de ouro e desafiou Hitler em seu próprio país.

- As Olimpíadas, assim como todo esporte, simboliza a natureza humana: pular mais alto, bater mais forte, correr mais rápido, vencer e ser o melhor.

Você ainda ouvirá muito dizerem por aí: “Antes de fazer Olimpíadas, deveríamos dar comida para o povo que está passando fome”, mas é como diz a letra dos Titãs:

“A gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e arte!”

Caridade, a morfina da alma

08/10/2009 por Paulo Beck

CaridadeBasta acessar qualquer veículo de comunicação ou até mesmo andar pelas ruas para perceber que o nosso mundo tem cada vez menos donos. Isso quer dizer que exitem cada vez menos pessoas controlando o número cada vez maior de pessoas à mercê da sociedade. Enxergando tudo isso como uma situação adversa, é natural que busquemos os culpados por tudo isso, e no fim das contas que é o eleito? Na maioria das vezes concluímos da seguinte forma: todos temos uma parcela de culpa, porém não somos os grandes culpados. Ou seja, temos a menor parcela de culpa na história. E para muitas pessoas, isso se torna fácil de resolver.

Confesso que não tenho o dom para a caridade. Confesso também não me sentir culpado por isso. Os sintomas de uma sociedade torta são muitos, assim como suas consequencias. Atacar a fome do faminto ou o frio do sem-teto para mim é como tentar limpar carvão. Talvez mais que isso, talvez seja tapar o sol com a peneira, ou ainda mais, uma forma simplista de aliviar a própria culpa.

Exitem vários tipos de caridade, uma delas é o apoio aos desamparados em datas comemorativas. É muito comum vermos as pessoas usando frases como “É muito importante trazer um pouco de alegria para essa gente tão sofrida”. Bem, é uma forma de enxergar a realidade. No meu ponto de vista, um pouco errado. Confortar durante 7 dias entre 365 funciona como as medidas que o governo toma para animar a população em tempos difíceis, ao mesmo tempo em que faz os ajudados esquecerem que estão sem futuro. Considerar que a caridade pode te ajudar a ir para o céu pode funcionar como um tiro no pé. É sim uma morfina para a alma. Algo capaz de aliviar a dor da culpa em troca de um punhado de tempo e dinhero.

Posso estar seguindo por uma linha de raciocínio errada. Talvez dar para os pobres realmente seja um empréstimo para Deus, mas para mim parece mais lógico esinar a pescar do que dar o peixe (agora sabemos que ditos populares não servem para nada, já que existe um para cada necessidade). Pode parecer cruel, mas as pessoas que precisam de caridade, talvez já estejam condenadas, então porque não gastar nossas energias trabalhando para que suas próximas gerações não precisem de nossa caridade?

Talvez seja esse meu papel: escrever textos como esse para que algumas pessoas possam refletir e trabalhar no nosso futuro, enquanto outras trabalham como a morfina, aliviando a dor enquanto o paciente espera para morrer.

As Melhores Performances de Sempre #3

08/10/2009 por Paulo Beck

E por mais uma semana eu cumpro minha promessa! Aliás, só tenho postado isso ultimamente, e não é por falta de criatividade não.

Pois bem. O que me atrai em uma performance na maioria das vezes é a forma com que a banda interpreta a música, e esse é um exemplo perfeito! A banda não está entre minhas favoritas (apesar de eu gostar muito dela) mas a música com certeza está. Ela tem uma estrutura simples, mas tem uma das melhores letras que já vi. Você sabe, depressão não é falar sobre neve e frio. Não há nada mais deprimente que a raça humana, e a forma que ela trata seu semelhante. Não há nada mais nojento que alguém que te vê no fundo do poço, e ao invés de te estender a mão, te faz se sentir pior ainda.

Essa performance ocorreu em 2005 durante o famoso festival alemão de rua Rock Am Ring. Com toda fúria e desespero o vocalista Kud (principal destaque do vídeo) do Mudvayne detona com “Happy?”

As Melhores Performances de Sempre #2

01/10/2009 por Paulo Beck

Ahh! Não há nada como um show durante o dia com uma arena lotada!

Quase me esqueci que hoje era Quinta-Feira, ou seja, dia de exibir as melhores performances de todos os tempos.

Hoje eu vou mostrar o vídeo de uma banda que é simplesmente perfeita ao vivo, o Queensrÿche! E digo isso com propriedade, porque já os vi em 2008. Geoff Tate é o vocalista mais incrível que já vi na minha frente. Para quem não está acostumado, nesse show os integrantes usam umas roupas meio esquesitas, principalmente Tate, além dos Britney mics!

Enfim, esse show foi durante a turnê do álbum Empire (o maior sucesso da carreira da banda que conta com o grande hit Silent Lucidity), a mesma turnê que passou pelo Brasil durante o Rock In Rio II. Como podemos ver é uma banda que prima pelos detalhes e pela perfeição, quase que uma reprodução perfeita do disco, mas ao mesmo tempo sem perder o feeling da coisa. O sempre teatral Geoff Tate, o solo perfeito de Crhis DeGarmo (o que mais senti falta no show de 2008) e um relógio lá atrás chamado Scott Rockenfield são os destaques dessa performance. A música em questão é “Jet City Woman”, uma das mais lindas canções de amor que já vi, e que foi escrita por Tate para sua esposa, que é aeromoça. So, enjoy the video!

Headshot! Bandido bom é bandido morto

27/09/2009 por Paulo Beck

Um assaltante com uma granada invadiu uma farmácia no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, e fez uma mulher de refém durante a última sexta-feira (25/09). Veja abaixo a ação da polícia:

Sou contra a pena de morte, mas quando o assunto é sequestro ou estupro a história começa a ficar diferente. Nesses momentos minha emoção fala mais alto que minha razão.

Ação perfeita da polícia! Sem avarias para a sociedade, as vítimas saíram ilesas, e o criminoso será devorado pelos vermes, como tudo deve ser. Mais um desgraçado que vai ser currado pelo pau do demônio. Covardes como esse merecem mesmo chegar ao inferno com um pedaço de chumbo enterrado no crânio.

Seríamos um país bem melhor se tivéssemos outros Coronéis Fernando Príncipe Martins. Parabéns pela ação! Para a repórter: não vi tragédia alguma…

Caveira Capitão!

As Melhores Performances de Sempre #1

24/09/2009 por Paulo Beck

Vou tentar a partir de hoje publicar toda quinta-feira uma série de vídeos com as mais incríveis performances musicais que já assisti.  O primeiro deles não poderia ser outro a não ser da minha banda preferida, o Megadeth!

A música é In My Darkest Hour (do álbum So Far, So Good, So What!). Ela foi escrita por Dave Mustaine no momento em que soube da morte do ex-baixista do Metallica, Cliff Burton. Entretanto, sua letra é inspirada em Diana, uma ex-namorada de Dave, que inspira outras músicas da banda também.

Sobre o show, aconteceu na Itália em 1992. Porque é a melhor performance de todos os tempos? Porque é a melhor banda do universo, em sua melhor fase, com uma interpretação fantástica e uma música espetacular. A banda estava totalmente entrosada. Nick Menza tocando com extrema agressividade e precisão, David Ellefson com uma linha de baixo presente e marcante, Marty Friedman como sempre dispensando comentários e Dave Mustaine interpretando a música com toda a fúria que ela pede enquanto toca sua “flying W” (como diria um amigo meu). So, enjoy the video!